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sábado, 20 de março de 2010

Amistoso em NY. Fabio Costa de volta. G10 aposenta?

Antes do duelo pelo Campeonato Paulista, o Peixe fará o amistoso em NY contra o Red Bulls. Aparentemente será transmitido pela SporTV2, e será uma boa chance de observar como estão aqueles jogadores que atuam menos. Destaque para a volta da Fera da Vila. 
Fábio Costa é um goleiro com altos e baixos. Já foi ídolo incondicional da nação santista. Ficou fora do Santos em 2004-05, em uma péssima troca com o goleiro Doni. Voltou para ser bi-campeão paulista, mas a relação com a torcida já não era de tanto amor. Teve lampejos do ótimo goleiro que costumava ser, mas também falhou muito. O gol de cobertura que levou na final do Paulista de 2009 mostrou não apenas que Ronaldo era um gênio (isso todo mundo sabia, ainda bem que ele está gordo e não consegue fazer muito pelo Corinthians nesse ano), mas também mostrou que Fábio Costa já não estava mais tão bem. Ficar adiantado diante de um matador como o Fenômeno era muito arriscado. E Fábio ainda teve outras falhas durante o ano. Vieram as lesões e Felipe se manteve no gol, sem chamar muita atenção. Fez ótimos jogos, mas nunca foi absolutamente seguro. Contra o Palmeiras mostrou mais uma vez que é irregular e abriu a brecha que Fábio esperava. Imagino que em pouco tempo Fábio Costa voltará a ser o número 1. Se jogar tudo o que sabe, a Fera tornará o Santos ainda mais forte, mas se seu temperamento voltar a atrapalhar, o goleiro pode conturbar muito o ambiente do elenco. Vamos torcer para que aconteça a primeira opção.

Giovanni é outro que terá oportunidade de jogar. Ele foi contratado para trazer experiência ao Santos, mas durante o precurso viu-se que o já veterano ídolo não teria muito espaço. André, que era o mais cotado para deixar o time para a entrada de G10, agarrou com unhas e dentes a oportunidade e hoje é um jogador essencial. Marquinhos também começou a mostrar serviço, mesmo sem ser do mesmo nível que os outros craques do Peixe. Robinho chegou. Neymar e Ganso são intocáveis. Até no banco de reservas Giovanni tem encontrado dificuldades para se manter.  Madson e Zé Eduardo garantiram seus lugares. Alan Patrik está voltando, assim como Maikon Leite. Ainda tem Zezinho e Marcel para começarem a ser relacionados... A aposentadoria começa a chegar mais perto para o ídolo. Na verdade, começa a voltar, já que o Santos contratou o já aposentado G10. Mas ele é ídolo. E se não consegue mais acompanhar a velocidade dos Meninos, ainda tem uma leitura de jogo que poucos conseguem. Mostrou isso quando entrou contra o Rio Claro e deu uma assistência linda, além do gol oportunista. Para mim ainda tem um espaço, nem que seja até o final do Paulista. E aí sim, o Craque pode se aposentar, com seu primeiro título pelo clube que tanto o admira. E o Peixe não pode deixar de realizar um jogo de despedida. O ideal seria que fosse no Pacaembú, palco de um dos maiores jogos que Giovanni fez em sua carreira, em 1995 contra o Fluminense.
Além dos veteranos já citados, o Peixe contará com jovens talentos. E um jogadore que eu gostaria muito de ver em campo é o zagueiro Diego Monar, que nunca mais eu tinha ouvido falar. Na Copa São Paulo em 2008 Diego foi muito bem. Mostrou seriedade e força, mas nunca se apresentou no time profissional. Espero que venha em breve a ser mais um Menino da Vila. Até porque Durval não está tão seguro quanto seu parceiro Edu Dracena. Talvez valha a pena começar a apostar em um zagueiro mais jovem ao lado do ótimo Dracena. Quem sabe esse jovem não seja Diego Monar.
Também estão entre os convocados os jovens Zezinho e Alex Sandro e o já não tão jovem Marcel. Todos poderão fazer suas estréias. Alex Sandro, inclusive deve demorar para estrear em competições oficiais pelo Peixe, já que acaba de ser convocado para Seleção de Base.
Um jogo aparentemente sem grande importância poderá trazer ótimas notícias dos Estados Unidos.

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terça-feira, 9 de março de 2010

A sempre complicada lateral

O Peixe vive há anos com um problema grave: a lateral. 
Do lado esquerdo o Santos sofria com jogadores do porte de Gustavo Nery. A passagem de Athirson em 98 foi uma das poucas boas lembranças da lateral esquerda nos anos 90. Já nos anos 2000 ficamos mal-acostumados com Léo. Foi o melhor lateral esquerdo em atividade no Brasil por pelo menos 3 anos, mas foi negociado. Nesse meio tempo, o Santos ainda contou com o irregular Kleber, que alternava bons jogos com outros em que só faltava um travesseiro para ele dormir. E agora no retorno, Léo já não é mais o mesmo jogador. Quando está em campo ainda é muito raçudo e tem bons cruzamentos, mas o físico já não suporta o ritmo de jogos, e o ídolo passa mais tempo no departamento médico do que em campo. O jeito é improvisar o esforçado Pará. Um bom quebra-galho, mas não pode ser o dono da lateral para sempre. Se Léo não tiver condições, o Santos precisa contar com outro lateral de ofício. Por isso contratou Alex Sandro. Espero que ele não tenha a mesma sorte dos vários jogadores que já passaram por lá, mas é preciso personalidade para conseguir suportar a pressão da torcida na lateral da Vila Belmiro. Não conheço seu futebol, então só me resta torcer por seu sucesso.
Já na lateral direita a situação sempre foi muito mais grave. Durante os anos 90 ninguém se destacou (pelo menos até onde eu me lembro). Anderson e Baiano foram os que mais jogaram, mas nunca foram excelentes. Mesmo no time campeão de 2002, com o esquisito mas também esforçado Maurinho, a lateral direita era um ponto fraco. Na libertadores então, nem se fala. Foi preciso improvisar Elano diante do péssimo futebol de Reginaldo Araújo. Paulo Cesar é uma das poucas boas lembranças. Apesar de correr pouco, o veterano lateral era muito preciso nos cruzamentos e ajudou no título de 2004. Depois continuaram as improvisações. Pedro e Denis faziam uma disputa entre quem era o ruim e quem era o pior ainda. Alessandro, que hoje é ídolo do fraco Corinthians, foi uma desgraça. A improvisação de Wendel, na época emprestado pelo Palmeiras, ajudou em alguns momentos. Mas o problema persistiu. George Lucas sempre deu a impressão de ser um bom jogador, com cruzamentos precisos, mas não tem físico. Desde que chegou ao Peixe virou frequentador assíduo do Departamento Médico. Para disputar posição o Peixe trouxe Maranhão. Em 2 jogos o lateral não conseguiu mostrar por que veio. Foi muito mal e por isso perdeu a posição para outras improvisações. No momento Roberto Brum tenta fazer a função, mas não consegue cruzar. Sempre tenta uma bola com o lado de fora do pé que costuma parar na cabeça do adversário. E não tem cabimento deslocar o motorzinho Wesley para essa função. Ainda mais agora que ele achou uma posição em que vai muito bem. Como volante Wesley é onipresente, corre o jogo inteiro e ainda chega para finalizar. Como lateral fica perdido. O que fazer com a lateral direita? Esperar até que George Lucas finalmente se recupere? Ou torcer para que Maranhão mostre a que veio? 
Dorival Júnior deve estar preocupado com as laterais, já que são as únicas posições em que a vaga sobra para quem estiver menos pior. Enquanto vê uma disputa por posição em alto nível entre André, Marquinhos, Madson e agora até Zé Eduardo, a lateral sobra para quem errar menos. Como sempre...

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